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Entendendo o ROI de soluções robóticas em CEP

O mundo do CEP está se tornando cada vez mais competitivo — e cada vez mais caro. O aumento da demanda por encomendas desde a pandemia de Covid-19, combinado com o crescimento de encomendas pequenas e baratas, são apenas alguns dos fatores por trás disso.

Nota: Este texto foi escrito originalmente em inglês e traduzido com o auxílio de IA.

Resumo do artigo

  • As empresas de CEP estão considerando soluções robóticas automatizadas para oferecer serviços competitivos, à medida que enfrentam aumento da demanda por encomendas, alta rotatividade de mão de obra, desafios de contratação sazonal, volumes flutuantes e picos imprevisíveis.
  • O business case para automação robótica deve considerar fatores como localização geográfica, disponibilidade de mão de obra, regulamentações relacionadas, salários e o espaço físico disponível no hub ou depósito.
  • Criar um business case para robótica exige avaliar fatores operacionais, incluindo a tarefa executada, métricas de prontidão para automação, tempo de ciclo e requisitos de carga de pico.
  • O ROI deve comparar o custo total da solução robótica com o valor operacional que se espera que ela gere e deve incluir implementação, integração e operação contínua, não apenas o custo do hardware.
  • O cálculo do ROI deve considerar fatores como throughput esperado, supervisão necessária, disponibilidade (uptime), custos de serviço, peças de reposição, consumo de energia, níveis de desempenho garantidos, integração, implementação e manutenção.

Para muitos hubs e depósitos, essa pressão é agravada pela alta rotatividade de mão de obra, desafios de contratação sazonal, volumes flutuantes e picos imprevisíveis. Mesmo quando é possível encontrar pessoal suficiente, o custo e a complexidade de aumentar e reduzir a mão de obra dificultam manter estável o custo por encomenda.

Como resultado desse aumento da demanda, as empresas de CEP estão percebendo que precisam garantir que conseguem oferecer serviços competitivos, e soluções robóticas automatizadas são uma das formas pelas quais buscam atingir esses objetivos. Essas soluções oferecem serviço mais rápido, maior confiabilidade e ajudam a tornar hubs e depósitos mais eficientes na operação. No entanto, como em qualquer investimento, o business case para automação robótica e os custos financeiros associados devem ser cuidadosamente considerados.

A AUTOMAÇÃO ROBÓTICA CONSIDERA MÚLTIPLOS FATORES

Embora a automação robótica possa parecer uma abordagem que permite maior eficiência e ajudará a economizar dinheiro, ela deve ser cuidadosamente avaliada por cada hub ou depósito, pois nem sempre é uma escolha sensata. Embora as soluções robóticas reduzam o trabalho manual e tenham altas taxas de precisão, as empresas de CEP devem ponderar se elas realmente agregam benefícios nas áreas específicas de que precisam.

Os fatores iniciais a considerar incluem a localização geográfica e as regulamentações relacionadas da área em que o CEP opera, pois áreas no Norte da Europa, por exemplo, podem ter regulamentações mais rígidas para trabalho e levantamento e salários mais altos do que em outras regiões. Como resultado, soluções robóticas podem ser uma boa opção em áreas onde a mão de obra é escassa ou cara, enquanto haverá menos benefício em áreas onde a mão de obra é acessível e abundante.

Da mesma forma, o próprio hub ou depósito deve ser considerado. A implementação de um robô exige espaço físico, tanto para o robô quanto ao seu redor. Embora sites greenfield tenham maior probabilidade de serem configurados de forma a contar com esse tipo de espaço, sites brownfield existentes podem precisar considerar um redesenho ou uma ampliação significativa para atender ao espaço necessário. Nesse caso, adicionar automação robótica deve ser cuidadosamente avaliado para entender se é viável e útil.

CRIANDO UM BUSINESS CASE PARA ROBÓTICA

Depois que fatores pré-determinados, como espaço e disponibilidade de mão de obra, forem considerados, o CEP deve avaliar fatores mais operacionais que serão cruciais para criar o business case.

Os fatores que devem ser incluídos nesse nível se relacionam às operações diárias da instalação, para entender plenamente o que as soluções robóticas provavelmente oferecerão. No nível operacional, os requisitos definem a tarefa, o que significa que, se um robô executa uma tarefa mais rapidamente e com melhor custo-benefício do que a mão de obra manual, pode valer a pena considerar. Cada operação dentro do hub ou terminal deve ser considerada para determinar isso, com total entendimento do que é e do que não é possível para um robô (link para o artigo).

Além disso, métricas de prontidão para automação devem ser consideradas. Elas incluem o tempo de ciclo, para garantir que haja um entendimento claro de quanto tempo o movimento de encomendas leva e como, ou se, isso poderia ser melhorado com robótica. A carga de pico também exige consideração, pois esses aumentos máximos devem se encaixar na solução robótica proposta, ou deve-se considerar a mão de obra extra que ainda seria necessária durante os picos.

ENTENDENDO O ROI DA ROBÓTICA

Entender o business case também exige considerar o retorno sobre o investimento fornecido por uma solução robótica. Na maioria das operações de CEP, isso gira em torno de três anos; no entanto, cada organização deve decidir individualmente o que é aceitável para suas necessidades.

A lógica básica do ROI é simples de calcular: compare o custo total da solução robótica com o valor operacional que se espera que ela gere. No entanto, um cálculo útil deve ir além do preço de compra e incluir as realidades de implementação, integração e operação contínua. Uma forma de ilustrar isso é:

ROI* = (Economias operacionais + ganhos de produtividade + custos evitados – custo total de propriedade) / custo total de propriedade

Na prática, isso significa comparar o custo por encomenda antes da automação com o custo por encomenda esperado após a automação. O cálculo deve incluir as horas atuais de equipe por hora operacional, o throughput atual, os pontos de toque manuais e o custo por turno e, em seguida, comparar isso com o throughput esperado da solução robótica, a supervisão necessária, a disponibilidade (uptime), os custos de serviço, as peças de reposição, o consumo de energia e os níveis de desempenho garantidos.

Cada robô trará um ROI diferente, pois eles operam em processos distintos, o que tem implicações diferentes. Um robô tipper pode ter um ROI mais curto, pois executa um único trabalho, enquanto um AMR é mais difícil de calcular, já que fatores como onde ele está sendo implementado, se há espaço e se isso pode ocorrer sem interromper ou desligar o terminal devem constar nos cálculos.

Um equívoco comum significativo relacionado ao custo da robótica é que o custo se limita ao hardware. Como as soluções robóticas envolvem hardware, software, treinamento, serviço e manutenção, o ROI deve levar em conta o custo total de implementação e operação.

Assim, é vital que integração, implementação e manutenção sejam consideradas ao calcular o ROI. Isso inclui considerações de projeto do sistema, pois pode haver necessidade de redesenhar o sistema de manuseio de encomendas. Após a instalação e o comissionamento, pode fazer uma diferença significativa contar com uma estrutura de suporte abrangente por meio de um fornecedor confiável, para garantir que a integração cause o mínimo de interrupção e funcione desde o primeiro dia. Além disso, diferentes opções de suporte podem incluir suporte operacional no local, hotlines para emergências, treinamento e até estratégias de peças de reposição.

PRINCIPAIS PONTOS

A automação robótica pode oferecer uma ferramenta poderosa para operadores de CEP que estão enfrentando falta de mão de obra, aumento de custos e aumento da concorrência. Ela oferece uma forma de redistribuir e qualificar a mão de obra, ao mesmo tempo em que garante maior confiabilidade.

A robótica deve ser avaliada como um business case operacional, não como uma compra de tecnologia. A solução certa pode reduzir o custo por encomenda, melhorar a confiabilidade e aliviar a pressão sobre a mão de obra, mas somente se o ROI considerar toda a realidade de implementação e estiver fundamentado nos fluxos de encomendas do hub ou depósito específico, no espaço, na situação de mão de obra e nos requisitos de pico.

 

 

*Esta é uma fórmula ilustrativa de business case adaptada ao ponto do artigo, em que os benefícios totais esperados podem incluir:

  • economia de mão de obra
  • ganhos de produtividade
  • redução de retrabalho ou erros
  • horas extras ou equipe temporária evitadas
  • melhoria da capacidade de throughput

E o custo total de propriedade deve incluir:

  • hardware
  • software
  • integração
  • treinamento
  • serviço e manutenção
  • peças de reposição
  • consumo de energia
  • interrupção operacional durante a implementação

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