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Otimizando o investimento em minas a céu aberto e grandes pedreiras

As operações de mineração a céu aberto e extração representam um investimento significativo que precisa ser gerenciado ao longo de décadas. Otimizar o desempenho e controlar os custos operacionais são cruciais, mas qualquer grande mudança no uso ou aumento da capacidade de produção exige uma injeção adicional de dinheiro que pode aumentar rapidamente para milhões. Reutilizar e modernizar os equipamentos existentes sempre que possível e comprar novos apenas quando necessário pode reduzir significativamente os custos. Também pode melhorar o resultado final, aprimorando a eficiência energética e os esforços de sustentabilidade. Então, como encontrar o ponto ideal financeiro entre a compra de novos equipamentos e a redistribuição dos equipamentos existentes?

Nota: Este texto foi escrito originalmente em inglês e traduzido com o auxílio de IA.

RESUMO DO ARTIGO

  • Minas a céu aberto e grandes pedreiras exigem investimentos de longo prazo e alto valor, onde até pequenas mudanças operacionais ou aumentos de capacidade podem gerar despesas de capital significativas, tornando a otimização de custos essencial.
  • Uma abordagem híbrida de investimento —reutilizando e modernizando equipamentos existentes enquanto integra seletivamente novas tecnologias— pode reduzir significativamente os custos de capital e prolongar a vida útil dos ativos sem comprometer o desempenho.
  • A modernização de sistemas existentes, como escavadeiras e soluções de transporte, oferece economias substanciais em comparação com a substituição total, além de melhorar a eficiência energética e apoiar metas de sustentabilidade.
  • Um planeamento cuidadoso, uma avaliação financeira precisa e uma implementação coordenada são essenciais para equilibrar custos, eficiência operacional e rentabilidade de longo prazo em ambientes de mineração complexos.

Por Guido Hesse (FAM) e Ulf Gläsmann

Alterar os parâmetros operacionais de uma mina a céu aberto ou pedreira nunca é uma tarefa fácil, e certamente não é barata. Sistemas como britagem e transporte dentro ou fora da cava (IPCC) são complexos, e os materiais podem precisar ser transportados por longas distâncias e terrenos desafiadores. Substituir equipamentos antigos por novos – muitas vezes em uma configuração diferente – pode ser um desafio logístico. É preciso tempo e esforço para coordenar vários fornecedores diferentes, supervisionar a instalação do equipamento certo na ordem certa e garantir que os novos sistemas estejam funcionando corretamente, tanto individualmente quanto coletivamente. Treinar a equipe para se tornar proficiente com a nova configuração também é essencial. Não é surpreendente que os operadores de minas e pedreiras e seus financiadores estejam demonstrando preocupação com a escala do investimento e a provável rentabilidade.

REDUZINDO OS CUSTOS DE CAPITAL

Aumentar a capacidade, realocar depósitos de rejeitos ou reconfigurar um processo não implica necessariamente a substituição de todos os equipamentos existentes por novos modelos. Uma abordagem híbrida que reutiliza e reaproveita componentes e equipamentos existentes sempre que possível pode ser uma solução muito mais econômica. Por exemplo, considere uma escavadeira de roda de caçamba com capacidade de 4.000 toneladas por hora. Uma nova poderia custar cerca de € 30 milhões, dependendo de suas características. No entanto, a modernização ou reforma custa significativamente menos e pode estender a vida útil da escavadeira existente por 15 anos ou mais, apoiando práticas de mineração sustentáveis.

Cálculos de investimento precisos são essenciais para a tomada de decisão final, mas uma solução híbrida que combina equipamentos reformados com novos pode gerar economias de 50% ou mais em comparação com a aquisição de equipamentos totalmente novos.

A abordagem híbrida oferece diversas oportunidades para redução de custos, incluindo:

  • Menor necessidade de investimento total, o que reduz os juros sobre empréstimos.
  • Menor necessidade de reformas completas e novas aquisições, que são mais caras e, às vezes, mais complexas.
  • Prazos de entrega mais curtos, já que o tempo de produção de novos equipamentos é maior.
  • Custos de transporte reduzidos, pois menos equipamentos novos precisam ser enviados das fábricas para o local de instalação final.
  • Menor depreciação, porque a planta existente está sendo reutilizada e modernizada sempre que possível.
  • Despesas operacionais (OPEX) reduzidas, devido ao uso de peças de reposição existentes e melhorias no desempenho resultantes da reforma ou modernização dos equipamentos atuais.

É importante observar que, por lei, qualquer equipamento antigo reutilizado deve estar em conformidade com as normas e regulamentações vigentes, garantindo que um projeto híbrido ofereça melhorias de desempenho comparáveis ​​a um sistema novo.

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VANTAGENS ADICIONAIS PARA OS NEGÓCIOS

A utilização de uma combinação de equipamentos antigos e novos em minas a céu aberto e pedreiras pode, sem dúvida, proporcionar vantagens adicionais para os negócios.

MAIOR SUSTENTABILIDADE

Essa abordagem promove operações mais sustentáveis, aproveitando a vida útil das máquinas existentes, reduzindo, assim, o desperdício e a necessidade de novos recursos. Garantir que todos os equipamentos, sejam antigos ou novos, atendam aos padrões e regulamentações mais recentes contribui para a conformidade, minimiza os impactos ambientais e proporciona um ambiente de trabalho mais seguro.

MAIOR EFICIÊNCIA

A melhoria da eficiência é outro benefício. Combinar equipamentos antigos e novos permite que os equipamentos existentes se beneficiem dos avanços tecnológicos, mantendo sua funcionalidade comprovada. Um exemplo é a integração de novos sensores e controles em equipamentos mais antigos para possibilitar um maior grau de digitalização. Manter a familiaridade com os sistemas existentes minimiza a necessidade de treinamento adicional e facilita a estimativa dos custos operacionais. A combinação de equipamentos dessa forma pode até mesmo levar a melhorias no consumo de energia, nas emissões e no desempenho geral.

FLEXIBILIDADE OPERACIONAL

Uma abordagem híbrida também permite personalização e escalabilidade, uma vez que peças de máquinas ou componentes de sistemas inteiros podem ser substituídos ou atualizados conforme necessário, ou até mesmo utilizados em um local diferente dentro da planta de mineração, sem incorrer no custo de uma substituição completa. Uma solução híbrida contribui para uma menor pegada ambiental, bem como para a redução dos custos de serviço pós-venda, aumento da segurança e simplificação operacional. Em uma solução flexível como esta, a adição de recursos digitais, incluindo coleta e análise de dados, gera recomendações de adaptação que são verdadeiramente valiosas.

ALCANÇANDO O VALOR ÓTIMO

A chave para o sucesso, a otimização da economia de custos e outros benefícios associados a uma abordagem de equipamentos híbridos é trabalhar de forma eficaz com um parceiro de engenharia altamente qualificado, que possua muitos anos de vasta experiência prática e conhecimento técnico.

O relacionamento entre cliente e fornecedor é fundamental para o sucesso. O escopo do projeto deve ser claramente definido, com base em uma avaliação detalhada dos equipamentos existentes e em uma compreensão clara das necessidades e metas operacionais. Portanto, é imprescindível estabelecer uma comunicação eficaz com o parceiro de engenharia escolhido desde o início, para garantir que o projeto esteja alinhado com os requisitos operacionais e os objetivos de sustentabilidade.

Além de identificar os requisitos de equipamentos, deve-se considerar o suporte a longo prazo e a gestão de manutenção necessários para garantir que a operação obtenha valor contínuo do investimento.

Para otimizar a eficiência e a sustentabilidade da desmontagem/montagem, é essencial buscar um parceiro que possua uma estrutura local estabelecida ou que possa mobilizar uma para auxiliar em todas as tarefas, principalmente no planejamento, execução e manutenção da planta. A integração de capacidades de fabricação no país de destino pode apoiar a economia regional local e reduzir a pegada de carbono que seria caracterizada pelo transporte de peças de máquinas pesadas por longas distâncias.

É extremamente importante verificar se o parceiro de engenharia oferece algum tipo de garantia para os componentes atualizados. Por exemplo, se o novo projeto da planta de mineração precisar operar por 20 anos, uma garantia de até 24 meses para componentes recondicionados ou atualizados pode ser razoável.

PAPEL DA ENGENHARIA REVERSA

A engenharia reversa é fundamental em casos onde não há dados disponíveis sobre peças ou máquinas antigas (por exemplo, devido à perda de registros ou obsolescência programada) e permite a criação de desenhos e outros dados necessários a partir da modelagem detalhada dos componentes existentes. Ela possibilita a identificação precisa de quais componentes antigos podem ser integrados ao novo sistema, reduzindo a necessidade de equipamentos totalmente novos, gerando economia de custos e maior sustentabilidade por meio da redução de desperdícios e da promoção da economia circular. O parceiro de engenharia escolhido deve possuir excelentes credenciais em engenharia reversa, visto que a realização desse tipo de otimização exige uma empresa de engenharia experiente e familiarizada com todas as normas, regulamentações e conhecimentos técnicos relevantes.

O parceiro de engenharia selecionado será capaz de inspecionar cada peça da máquina para determinar inicialmente a intervenção necessária. Em seguida, identificará as peças estruturalmente relevantes e funcionalmente necessárias. Essas informações são então aplicadas para avaliar se um componente pode ser reutilizado ou reaproveitado, se requer uma atualização ou mesmo se uma peça totalmente nova é necessária. Este levantamento detalhado deve abranger todos os equipamentos auxiliares, como inversores, interruptores, estações de controle, guinchos e assim por diante.

O resultado fornecerá uma lista de verificação detalhada que descreve a intervenção necessária – e, portanto, o investimento financeiro – para cada componente, a fim de atingir as metas comerciais acordadas. Essa lista de verificação pode então ser usada para esclarecer quem é o responsável por cada ação, otimizando assim o uso de mão de obra e tempo.

CONCLUSÃO

Muitas operações de mineração e extração adiam as decisões de investimento de capital por acreditarem que novos equipamentos são simplesmente inviáveis. No entanto, trabalhar com um parceiro de engenharia confiável, que entenda os equipamentos de mineração e extração e os imperativos comerciais, pode viabilizar uma abordagem híbrida que reutilize os ativos existentes sempre que possível, reduzindo significativamente a necessidade de investimento e concluindo o projeto em menos tempo. Isso não apenas melhora o balanço patrimonial, mas também oferece maior eficiência, prolonga a vida útil dos equipamentos, garante a conformidade e a competitividade e promove práticas de trabalho mais sustentáveis.