Dando um passo de cada vez:
Nível 1: Coleta de dados
Como mencionado, a coleta de dados é o primeiro passo no processo de digitalização.
Nível 2: Análise descritiva
O objetivo da análise descritiva é entender precisamente o que aconteceu, mas não por que aconteceu. É uma apresentação retrospectiva de todos os fatos sem conectar nenhum dos pontos.
Se um centro de distribuição experimentar um aumento nas avarias, por exemplo, a análise descritiva informará onde as falhas no sistema de classificação ocorreram, o equipamento que foi afetado, o tempo em que as falhas ocorreram e as quantidades e tipos de encomendas que passam pelo sistema antes e durante a falha.
Nível 3: Análise diagnóstica
Em vez de simplesmente declarar o que aconteceu, a análise diagnóstica explica o porquê, comparando novos dados com dados mais antigos, analisando correlações e identificando padrões. Um centro de distribuição pode ser capaz de identificar, por exemplo, que uma combinação de volume, embalagem de encomendas e parcel size está causando falhas em equipamentos específicos.
As equipes de gestão podem então tomar decisões baseadas em dados sobre como estruturar melhor os processos de classificação ou alocar operadores para manter fluxos específicos. Os operadores também podem reagir quando as condições predeterminadas digitais são atendidas em vez de responder uma vez que as avarias ocorrem.
Nível 4: Análise preditiva
Ao longo do tempo e com uma coleta de dados, os algoritmos podem começar a prever o que provavelmente acontecerá, com base em tendências e atividades, como calhas cheias, durações, manuseio manual, calhas de descarte e capacidade perdida. Os operadores de CEP podem mudar de processos operacionais reativos para proativos, passando de uma abordagem de manutenção baseada em calendário para identificar elementos e componentes a serem inspecionados, por exemplo.
Nível 5: Análise prescritiva:
Ao implementar o loop de feedback certo, o sistema começa a recomendar qual ação tomar para eliminar quaisquer problemas futuros potenciais. Então, se as calhas estão ficando cheias, ele recomendará que uma calha ao lado seja aberta para evitar a recirculação ou até mesmo recomendará a prioridade em que esvaziar as calhas para que o hub de CEP sempre saiba que precisa esvaziá-las nesta ordem para ser mais eficiente e evitar ao máximo que quaisquer calhas fiquem cheias.
Dependendo do nível de autonomia escolhido, o sistema pode propor uma ação, informar sobre uma ação que foi tomada ou simplesmente realizar a ação autonomamente.
Gêmeos digitais
Através da análise de dados, as empresas de CEP também estarão fazendo mais uso de ‘gêmeos digitais’, ou cópias digitais de seus sistemas físicos para realizar a otimização em tempo real. Ao replicar as operações em um ambiente digital, como rotas, classificação e coleta, os operadores planejarão mudanças na rede e transformações mais amplas de forma mais eficaz. Os gêmeos digitais também serão usados para corrigir o curso das operações, tanto em tempo real quanto para fins preditivos.
O gêmeo digital também permitirá que os operadores entendam as opções e cenários e o provável impacto de centenas de milhões de dólares em decisões de CAPEX antes de fazer investimentos.